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Artigo: “E se o extraordinário estiver ao seu alcance?”

É um artigo que nos fala sobre QUANDO, COMO, PORQUE E PARA QUÊ pedir ajuda para nós e para os nossos familiares.

Jornal Fonte Nova –

Portalegre – Edição de 11/10/2016

Este é o artigo publicado no Jornal Fonte Nova de Portalegre.

 

Pelos dias velozes que correm as palavras ansiedade, stress, pânico e depressão tornaram-se parte integrante do nosso vocabulário, como reflexo do estilo de vida atual.
Contudo, os sintomas, as causas e consequências só se tornam conhecidas pelas pessoas, quando algum destes “bate à sua porta”.
Algumas pessoas tomam contato (direta ou indiretamente), desejando arranjar uma solução, uma cura para poder “parar”, “anular” ou “neutralizar” os efeitos indesejáveis de algo que não se conhece e que não é palpável, examinável (tal como o sistema digestivo, circulatório, ósseo, etc).
A saúde mental é ainda algo muito enigmático para muitas pessoas e no caso das pessoas que têm familiares cujas vidas estão a serem “viradas do avesso”, o caminho em direção à luz (ao esclarecimento) pode tornar-se tortuoso, solitário, desesperante, angustiante e sem soluções à vista!
Pelo menos é o que vai parecer se a pessoa que estiver com maior lucidez e maior poder de decisão, nada fizer e não procurar ajuda de um profissional!
Para todas estas pessoas (conhecidas, desconhecidas, amigos e familiares), eu Isabel Cardoso, psicóloga e pesquisadora incessante do comportamento humano, eu dedico e escrevo este artigo de jornal, deixando uma mensagem importante: os momentos críticos não existem só para nos causar dor, sofrimento, tristeza e desalento. Quando tomados na dose certa são como “mestre de engenho” querendo dizer que tudo depende do sentido, da direção e da perspetiva que queremos tomar sobre as coisas que nos tocam.
Para empreender este caminho é bom ter a noção que o caminho para a cura, nem sempre é isento de lágrimas, de desassossego, pois “o desarrumar da casa” (do nosso interior) nem sempre traz o bálsamo semelhante ao dos conselhos dos amigos onde a concordância e a confortável palmadinha nas costas faz parte…essas estão reservadas para os amigos.
Como psicóloga, como terapeuta costumo questionar e desafiar as pessoas para algo novo e fora da sua zona da conforto…mas só se você autorizar! Se esperava uma fórmula diferente, não perca tempo e não leia mais!
Na minha opinião, saiba que você não é obrigado a saber como atuar sempre e em todas as situações e momentos difíceis, mas é da sua responsabilidade dar o passo e estender a mão pedindo ajuda, apoio, e orientação.
Para mim as pessoas com problemas, mas com alguma iniciativa própria e coragem já têm na sua posse ferramentas muito preciosas que valorizo e estimo, pois estas são promotoras de mudanças incríveis, capazes de fazerem a diferença em relação a si próprias e inspirando “sem querer” as outras a fazerem mais e melhor.
Eu posso ajudá-lo a fazer a travessia, mas atenção só se estiver disposto/desperto para receber informações preciosas acerca de si próprio. O possuidor dessa chave é você. Permita-se abrir, sair da gaiola e voar mais alto!

isabel.cardoso@condutasegura.pt
psicologa, coach e consteladora